O que significa depressão, causas, sintomas e tratamento da depressão, identificando problemas associados, e o modo de a prevenir.


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Depressão sazonal ou transtorno afetivo sazonal

Quem nunca sentiu uma certa melancolia ao olhar a chuva cair e o dia escurecer ao final da tarde? Nesses dias, é bastante comum a sensação de fadiga e desânimo. Porém, em certos casos esses sintomas tornam-se tão graves que dificultam a realização de tarefas simples do cotidiano. Quando se chega a esse ponto, é diagnosticada a Doença Sazonal Afetiva, também conhecida como depressão sazonal.
Segundo o fisiologista John Fontenele Araújo, coordenador do laboratório de Cronobiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), isso não surge por acaso.
As mudanças climáticas influenciam realmente o nosso humor e a explicação é biológica.
Segundo ele, o cérebro possui um "relógio", que determina o ritmo interno de cada pessoa e emite sinais para diversas áreas cerebrais que controlam o sono, temperatura, liberação de hormônios e outros.
O relógio é "ajustado" pela variação de claro-escuro, dos dias e das noites. No entanto, durante o inverno, há uma mudança na duração do dia, o que acarreta menos horas de luz e mais tempo no escuro, desajustando nossa regulação interna. A falta de luminosidade leva, então, a um estado de introspeção. O humor fica diminuído, há dificuldade de concentração, isolamento social e cansaço. Nessa época do ano também aumenta a vontade de comer, principalmente doces, e de dormir.
Esses sintomas são comuns e todos nós sentimos essas alterações nessa época do ano. Porém, em alguns indivíduos predispostos, principalmente os idosos e aqueles que já tiveram depressão, os sintomas tornam-se mais graves e levam à Doença Sazonal Afetiva, bastante parecida com a depressão clássica. A diferença básica entre o Transtorno Afetivo Sazonal e a depressão maior é que esta última não precisa de uma época do ano específica para se manifestar e não desaparece com as mudanças de estação.
Após estas considerações acerca da depressão você pode estar pensando: “Eh, estou com depressão!” Muita calma, pois o fato de estar com um ou mais desses sintomas, necessariamente não quer dizer que esteja com depressão.
Em caso de dúvidas, não hesite em procurar orientação de um profissional da área da saúde.



Conhecendo a depressão

A depressão é um transtorno mental comum que se apresenta com humor deprimido, perda de interesse ou prazer, diminuição de energia, sentimentos de culpa ou baixa auto-estima, distúrbios do sono ou do apetite, e falta de concentração. Além disso, a depressão muitas vezes surge com sintomas de ansiedade. Estes problemas podem tornar-se crônicos ou recorrentes e levar a prejuízos substanciais na capacidade de um indivíduo para cuidar de suas responsabilidades diárias. Na pior das hipóteses, a depressão pode levar ao suicídio. Quase 1 milhão de vidas são perdidas anualmente em todo o mundo devido ao suicídio, o que se traduz em 3.000 mortes por suicídio todos os dias. Por cada pessoa que completa um suicídio, 20 ou mais podem tentar acabar com sua vida .
Existem diversas variações na depressão que uma pessoa pode sofrer, sendo que a distinção mais geral, é a depressão em pessoas que têm ou não têm um histórico de episódios maníacos:
• Episódio depressivo envolve sintomas tais como humor deprimido, perda de interesse e prazer, e aumento da fatigabilidade. Dependendo do número e da gravidade dos sintomas, um episódio depressivo pode ser classificado como leve, moderado ou grave. Um indivíduo com um episódio depressivo leve terá alguma dificuldade em continuar com o trabalho comum e atividades sociais, mas provavelmente não deixará de funcionar devidamente.
Durante um episódio depressivo grave, por outro lado, é muito improvável que o doente possa continuar a manter uma boa atitude social, de trabalho, ou em atividades domésticas, ou então mantém uma atitude muito limitada.
• Transtorno afetivo bipolar normalmente consiste em ambos os episódios, maníacos e depressivos, separados por períodos de humor normal. Episódios maníacos envolvem humor elevado e aumento da energia, resultando em excesso de atividade, pressão da fala e diminuição da necessidade de sono.
Enquanto que a depressão é a principal causa de incapacidade para ambos os sexos, masculino e feminino, o peso da depressão é 50% maior em mulheres do que homens (OMS, 2008). Na verdade, a depressão é a principal causa da carga de doença para as mulheres (OMS, 2008).
Pesquisas em países em desenvolvimento sugerem que a depressão materna pode ser um fator de risco para problemas de crescimento em crianças pequenas (Rahman et al, 2008).
Este fator de risco pode significar que a saúde mental materna em países de baixa condição socioeconómica podem ter uma influência significativa sobre o crescimento durante a infância, com os efeitos da depressão a afetar não só esta geração, mas também a próxima.