O que significa depressão, causas, sintomas e tratamento da depressão, identificando problemas associados, e o modo de a prevenir, com muita informação útil para quem apresenta sinais de depressão, assim como para familiares e amigos.


quarta-feira, 28 de março de 2012

Depressão infantil

Dados empíricos apontam um aumento preocupante na incidência de transtornos emocionais em crianças e adolescentes nas últimas décadas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS), realizou um estudo onde demonstra que 20% das crianças e adolescentes apresentam sintomas da doença, e no Brasil as estatísticas sugerem entre 8 % e 12%.
Segundo a OMS em 2.020 a depressão passará ser a principal causa de mortes no mundo, perdendo apenas para as doenças coronárias. Estima-se que a Depressão Infantil afete uma em cada 20 crianças abaixo dos 10 anos de idade.
O Transtorno Depressivo Infantil é um transtorno do humor capaz de comprometer o desenvolvimento da criança ou do adolescente e interferir no seu processo de maturidade psicológico e social.
Na criança e adolescente, muitas vezes os sintomas de depressão se confundem com transtornos de comportamento ou de caráter, podendo ser alvo de críticas de pais, que não percebem estarem diante de um quadro de depressão. Muitas vezes a depressão é confundida com Hiperatividade, Deficit de Atenção , irritabilidade ou agressividade, rebeldia , problemas de aprendizado etc. Os sintomas da depressão em crianças e adolescentes são diferentes dos sintomas dos adultos.
“As crianças mais novas, devido à falta de habilidade para uma comunicação que demonstre seu verdadeiro estado emocional, também manifestam a depressão atípica, notadamente como Hiperatividade (Ballone,2.005).
Pais e Educadores devem estar atentos quando alguma criança apresentar as seguintes características:

  • Queda no rendimento escolar, perda de atenção e concentração;
  • Fobia Escolar;
  • Baixa autoestima, depreciando-se;
  • Estado de tristeza e choro com facilidade;
  • Tendência ao isolamento social e à solidão;
  • Queixas generalizadas de rejeição;
  • Baixa energia, inclusive para atividades físicas e de lazer;
  • Falta de disposição para iniciar tarefas, tendendo a retardá-las;
  • Queixas de cansaço injustificado;
  • Maior irritabilidade e agressividade;
  • Baixa tolerância para frustração;
  • Condutas antissociais e destrutivas;
  • Agitação excessiva;
  • Significante perda ou ganho de peso;
  • Enurese e Encoprese noturna;
  • Dificuldade de se afastar da mãe;
  • Sentimento de culpa;
  • Queixa constante de dores na cabeça, barriga e nas pernas;
  • Insônia ou sono excessivo;
  • Tiques;
  • Fala de morte própria ou de familiares;
  • Fala de fugir de casa;
  • Quadros de medo inexplicado e de terror noturno.

Não é obrigatório que a criança complete todos os itens da lista para se fazer um diagnóstico.
São inúmeros os fatores que podem desencadear a depressão. Nas crianças e adolescentes, a depressão costuma manifestar-se a partir de uma situação traumática, como separação dos pais, atritos familiares, morte de uma pessoa querida, solidão, chegada de um novo irmãozinho, rejeição por parte dos amigos, cobrança exagerada em relação ao desempenho escolar, são alguns deles.”Estudos apontam que a violência urbana, o excesso de atividades na agenda diária e a falta de espaço para o lazer, também são fatores que podem desencadear a doença”.
Uma pesquisa, realizada na Austrália revelou que crianças materialistas têm maior probabilidade de terem depressão devido a equiparação da felicidade ao dinheiro e da beleza à fama.
“Crianças que não sabem lidar com limites, que têm baixa tolerância à frustração, comportamento manipulativo, alta impulsividade, dificuldade em aceitar a realidade poderão entrar em depressão toda vez que houver uma ameaça de destruição desse mundo ilusório em que foram criados”, comenta Olga Tessari.
Os pais devem redobrar a atenção quando a criança estiver atravessando situações difíceis e, ao primeiro sinal de depressão, devem acolher a criança ou adolescente e encaminhá-lo a um profissional o mais rápido possível. Na maioria das vezes, o apoio da família e a psicoterapia são suficientes.
Os pais e educadores devem estimular a criança para que brinquem ou pratiquem atividades com outras crianças, estimulando assim o seu humor e ajudando no seu desenvolvimento psicossocial e criar o hábito de diálogo com os filhos, fortalecendo os laços afetivos e criando um espaço para que ele fale sobre seus sentimentos.
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